Kumurõ
( banco ) é a especialidade do povo Ye'pá Mahsã ( Tukano ). No entanto
fazer kumurõ no estilo que está na foto é exclusividade do nosso povo. Assim, a arte que se forma e a rede de trocas na região do Alto Rio
Negro, no noroeste do Amazonas, envolve vários povos indígenas. Nesse
sistema tradicional, os kumurõs Ye’pamahsã estão ao lado dos ralos de
mandioca do Baniwa, das canoas dos Tuyuka e Bará, da cestaria dos
Dessana, dos cestos de carga Maku e entre outros. Esses artefatos kumurõ, os
ralos Baniwa e os aturás Maku são objetos mais característicos e
inconfundíveis da região do Alto Rio Negro que é a nossa identidade http://www.indioeduca.org/ ?p=1391
A terra é um ventre, olhar, sentir. Bükurã'yé ña'ã tüo'ó, acessar o conhecimento dos ancestrais e dos guardiões ouvindo com sabedoria.
terça-feira, 31 de março de 2015
sexta-feira, 7 de novembro de 2014
Añu'un nipetirã'ren, minha saudação a todos, como saudam os bükurã
mestres e sábios. O caminho que sigo é maravilhoso! Hoje venho convidar os amigos, nesta sexta-feira, dia 07 novembro de 2014. Ka'api
sirinrã estarei compartilhando com vocês com presença do meu pai nessa
caminhada que sempre esteve ao meu lado, assim como também a presença dos meus
ancestrais que habitam em mim e saudam!
Como chegar de carro: pode
ir pela Av. Santos Dumont passando o Aeroporto Internacional Eduardo Gomes chegando na Av.
Turismo pega sua esquerda sentido Ponta Negra passando Supermercado Expresso entre na primeira rua a sua direita e estrada acesso ao Cetur. Segue em frente passando condomínio Vertente entre na primeira rua a sua direita nome da rua Achoari siga em frente desça ladeira e pega a sua esquerda na ultima casa .
Se for de ônibus pegue 306 aeroporto chegando na Av: Turismo passando Supermercado Expresso dessa na primeira parada e entre na rua acesso a Cetur podem ligar para meu cel 929 81646398 ou 92 995125974
E a partir das 22:00 horas farei abertura do encontro com as pessoas presentes,falarei sobre linhagem do xamã ao qual pertenço, apresentarei algumas danças tradicionais antigas e beber ka'api ( ayahuasca )
sábado, 21 de dezembro de 2013
As músicas
As
músicas ao som do assopro da flauta de paxiúba, bambú, embauba e barro
é uma alegria viva que dialogamos entre nós, ao assoprarmos o som
conta nossas histórias, entre outros.
Como Bükurã (velhos) falam as nossas músicas sempre soam até chegar ümühse Wi’i ( casa do céu) de lá segue para Casa Diá Sirohkã Wi’i e depois para Casa Ôhpenkõ Dihtará e seguindo distribuindo para outras Casas como Casa das Montanhas, Cachoeiras e lagos.
Hoje mahsüã tocam as flautas do Miriã Mahsün essas músicas o som vem da terra, nós ouvimos, entendemos e nos comunicamos. Somos criadores (as).
Eu tenho meu longo caminho, añu!
Como Bükurã (velhos) falam as nossas músicas sempre soam até chegar ümühse Wi’i ( casa do céu) de lá segue para Casa Diá Sirohkã Wi’i e depois para Casa Ôhpenkõ Dihtará e seguindo distribuindo para outras Casas como Casa das Montanhas, Cachoeiras e lagos.
Hoje mahsüã tocam as flautas do Miriã Mahsün essas músicas o som vem da terra, nós ouvimos, entendemos e nos comunicamos. Somos criadores (as).
Eu tenho meu longo caminho, añu!
Jornada e conhecimento
...andei por todos os lugares que tinha que passar,conheci o que tinha que conhecer e aprendi muitas cosias. Hoje, não corro nem fujo, não dou nenhum passo
para trás, sei que tenho que seguir firme e com equilíbrio.Mas vejo também
um pouco de emoções e sentimentos, como ser humano, é aceito. De fato
tenho longo caminho, novos horizontes, hoje olho mais para mim, quem eu sou? de onde venho?por onde passei? No entanto, não vou mais me preocupar em agradar à todos, apenas para alegrar a vida das
pessoas para que sintam bem. Preciso valorizar a minha vida, a
minha alegria, continuar a minha vida simples que eu levo e gosto. E cuidar da pessoa que me ama e dos meus familiares, seja quem tiver que estará ao meu lado, aceite como sou...
Desde pequenos aprendemos o valor da vida
Desde
pequenos aprendemos o valor da vida de cada ser, seja parte da
zoologia, botânica, antropologia, ecologia entre outros. A nossa
forma de ver e sentir é a sabedoria e compreensão dos nossos
ancestrais, nossos avós e pais nos ensinam no dia a dia na
prática, quando falamos é a nossa história, nossa cultura... nossa vida. É importante dar continuidade para que as futuras gerações mantenha nossa história viva.
Andei e passei onde tinha que passar para compartilhar com a sociedade, como artista plástico, peças teatrais, e como palestrante. E uns dos trabalhos que me motiva, gosto e admiro são com os adolescentes
e as crianças, as pinturas faciais e corporais falando dos significados e a representatividade dos pontos que fazem parte da vida, e do dia a dia.
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
Tempo é Mestre
O tempo é tudo! Eu tive tempo de chegar nesse ventre pelo canal delicado e fui recebido pela minha vô e minha mãe. Eu tenho saudade da minha infância, das brincadeiras com outras crianças e das comunidades por onde vivi. E tudo isso está vivo na minha memória, que infância boa foi a minha, sinto muitas saudades e ótimas lembranças.
Aprendi muito com tempo, o tempo ela nos dá respostas, de nós mesmo, das pessoas e de fato tempo é o tempo.
Tudo tem seu tempo e eu fiz minha reflexão agora junto do tempo...de seguir meu caminho mais uma vez, tenho que chegar onde tiver que chegar e ousar. Porque bükurã estás comigo, ãnu!
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